Archive for the ‘Histórias’ category

Suportes de Informática

23 de dezembro de 2009

Há um tempo atras eu postei um Atendimento help desk, e continuando a onda, agora são atendimentos de suportes de informática.
São fatos incrivelmente verídicos relatados pelos respectivos suportes:

Suporte: – Suporte HP no Brasil, em que posso lhe ser útil?

Cliente: – Tô com problemas com a minha impressora HP…

Suporte: – E que modelo ela é?

Cliente: – É uma Hewlett Packard.

Suporte: – (Silêncio!)

.

.

Depois de muita conversa.

Suporte: – Tudo bem, o que tem do lado direito da tela do seu computador?

Cliente: – Uma samambaia.

.

.

Cliente: – Eu tô com problemas com minha impressora.

Suporte: – Ela é colorida ou preto-e-branco?

Cliente: – Ah… ela é meio bege.

.

.

Suporte: – Suporte da Microsoft no Brasil, pois não?

Cliente: – Oi, eu estou mandando meu primeiro e-mail e…

Suporte: – Qual a sua dúvida?

Cliente: – Eu já coloquei aquele “azinho”. Como eu faço o círculo em volta dele?

.

.

Suporte: – E agora, clique em “Iniciar” e…

Cliente: – Calma, o senhor tá achando que eu sou o Bill Gates?

Atendimento Help – Desk

7 de dezembro de 2009

Esta é uma história verídica do suporte de uma empresa famosa de São Paulo. Não precisaria dizer que a pessoa que trabalhava no suporte foi demitida, mas ela está movendo um processo contra a organização, que a demitiu por justa causa.

Segue o diálogo que gerou a demissão, entre o ex-funcionário e um cliente da empresa:

– Help desk assistência, posso ajudar?

– Sim, bem… Estou tendo problemas com o Word.

– Que tipo de problema?

– Bem, eu estava digitando e, de repente, todas as palavras sumiram.

– Sumiram?

– Elas desapareceram..

– Hum… O que aparece na sua tela?

– Nada.

– Nada?

– Está preta. Não aceita nada que eu digite.

– Você ainda está no Word ou já saiu?

(mais…)

Carta resposta do filho Português

27 de outubro de 2009

São Paulo, Brasil

 

Querida mãezinha, recebi sua carta semana passada e escrevo-te estas linhas como resposta. Mas como não sei de certo seu novo endereço, na dúvida deixarei o destinatário em branco. Eu até comprei um computador e tentei enviar-te a carta por e-mail, mas não deu muito certo, é só a gente errar uma letrinha se quer e não tem borracha suficiente que apague.

 

No caminho pra cá pra São Paulo, descobri uma coisa que me deixou muito contente em saber.

Dizem por aí que nós portugueses somos burros, mas ora pois, burros são os brasileiros! Acreditas que no avião encontrei um brasileiro tão burro, mas tão burro que eu falei a ele que eu era gay e o tonto acreditou. Viemos transando o caminho todo.

 

São Paulo é uma cidade muito perigosa, eu ouvi dizer que aqui um homem é assaltado a cada cinco minutos. Deve ser um sujeito muito azarado coitado. Outro dia destes aconteceu uma coisa parecida comigo com a que aconteceu com meu irmão, eu sem querer também tranquei o carro com as chaves dentro. Andei 15 km a pé até meu apartamento para pegar a chave reserva, o pior é que quando voltei o carro tava todo molhado, porque começou a chover e eu esqueci o teto solar aberto.

 

Eu fico feliz pelo pai ter arrumado um bom emprego, mas eu aqui já não tive a mesma sorte. Eu consegui um serviço de vendedor de calçados, no segundo dia de trabalho meu patrão mandou que eu fizesse uma queima de estoque e quando o incêndio já estava chegando ao quarteirão ao lado, o gerente me mandou embora.

Acabei com o pouco dinheiro que tinha ao comprar uma caixa de naftalinas para matar as baratas que andam pelo meu quarto. O problema é que minha pontaria é uma droga e não consegui acertar nenhuma.

 

Tentei a sorte na loteria, mas ao conferir o jogo, descobri que tinha empatado com outro. Joguei o bilhete fora, eu sabia que não ia dar certo. Nem ao menos posso me divertir andando de skate. Aqui no Brasil só tem subida, ora pois!

 

Estou apreensivo para ver-te novamente.

 

Adeus.

Teu filho amado.

Manoel Joaquim.

Carta de uma mãe Portuguesa!

26 de outubro de 2009

Lisboa, Portugal

 

Querido filho Manuel Joaquim:

Escrevo-te esta linha para que saibas que a mãe está viva.

Vou escrever bem devagar, pois sei que não consegues ler depressa.

Caso estejas sem tempo de escrever à mãe, manda uma carta dizendo que quando estiveres mais tranqüilo vais mandar notícias.

Se tu viesses hoje aqui em casa não irias reconhecer mais nada, porque mudamos.

Temos agora uma máquina de lavar roupa. Mas não trabalha muito bem.

Na semana passada pus lá 14 camisas, apertei o botão e nunca mais as vi.

Vai ver que esta marca Hydra não é das melhores.

Tua irmã Maria está grávida. Mas ainda não sabemos se vai ser menino ou menina. Portanto, não podemos te dizer se vais ser tio ou tia.

Teu pai arranjou um bom emprego. Tem 2300 homens abaixo dele. É o responsável pelo corte da grama do cemitério.

Quem anda sumido é teu tio Venâncio, que morreu no ano passado.

Lembra-te do teu tio Joaquim? Então, afogou-se no mês passado num depósito de vinho. Oito compadres dele tentaram salvá-lo, mas o tio lutou bravamente contra eles. O corpo foi cremado há duas semanas.

Levaram oito dias para apagar o incêndio.

Os engarrafadores de refrigerante aqui finalmente tiveram uma grande idéia de colocar uma indicação na tampinha, dizendo “abra por aqui”.

Facilitou-nos muito a vida. Espero que os daí façam a mesma coisa.

Caso esteja difícil para ti, a mãe te manda algumas garrafas.

Teu irmão, João Manuel, continua o mesmo de sempre. Semana passada fechou o carro com as chaves dentro. Perdeu um tempão indo até a casa pegar a cópia da chave, para poder tirar-nos todos de dentro do automóvel.

Estava um calor de rachar. Por falar em calor, o tempo aqui está muito estranho.

Esta semana só choveu duas vezes.Na primeira vez choveu durante 3 dias.

Na segunda vez choveu durante 4 dias.

Esta carta te mando através do Gabriel, que vai amanhã para aí. A propósito, será que podes pegá-lo no aeroporto?

Lembrei de uma coisa importante. Terás um problema para falar com a mãe, caso decidas escrever-me. Não sei o endereço desta casa nova. A última família que morou aqui, antes de nós, também era portuguesa e levou a placa da rua e o número da casa para não precisar mudar de endereço.

Se encontrares a Teresa, dê-lhe um alô da minha parte. Caso não a encontres, não precisas dizer nada.

Adeus. Tua mãe que te ama. Fátima Manoela da Alcova.

P.S.: Ia mandar-te 2000 euros, mas fica para outra vez. Já fechei o envelope!

 

Amanhã chega a resposta do filho!! Visitem